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A qualidade de vida dos sobreviventes de cancro

Cândida Pinto; José Luís Pais Ribeiro


O presente artigo pretende realizar uma revisão bibliográfica sobre a qualidade de vida dos sobreviventes de cancro. O cancro deixou de ser em muitas situações uma sentença virtual de morte e passou a enquadrar-se no grupo das doenças crónicas. Tal como nestas, a avaliação dos cuidados de saúde restrita a variáveis biológicas é uma avaliação reducionista que não permite avaliar na globalidade os ganhos em saúde. É neste contexto que surge a avaliação da qualidade de vida como um construto multidimensional e dinâmico marcado por dados objectivos, mas também subjectivos, tendo subjacente a avaliação da eficácia e eficiência dos cuidados de saúde na qualidade de vida percebida pelas próprias pessoas que enfrentam os problemas de saúde.
Esta é uma problemática emergente na investigação, identificando-se vários estudos sobre avaliação da qualidade de vida. Apesar da variabilidade de estudos, muitos evidenciam que os sobreviventes de cancro continuam a enfrentar efeitos negativos, quer do cancro, quer dos tratamentos mesmo após estes terem terminado. No entanto, vários estudos enfatizam uma qualidade de vida positiva, o que reforça a necessidade de avaliar não só os problemas, mas também os aspectos positivos demonstrados por um crescimento pessoal após uma experiência traumática.
A monitorização das necessidades específicas dos sobreviventes de cancro torna-se fundamental para minimizar a morbilidade que lhe pode estar associada e contribuir para ganhos em saúde.


Palavras-chave: qualidade de vida; neoplasias; doenças crónicas; morbilidade; ganhos em saúde.